Alvão

É uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real.
Foi criada aquando da reorganização administrativa de 2012/2013 (Lei 11-A/2013), resultando da agregação das antigas freguesias de Afonsim, Gouvães da Serra, Lixa do Alvão e Santa Marta da Montanha.
As Freguesias de Origem
Afonsim
Afonsim situa-se a cerca de 9 Km da sede do concelho de Vila Pouca de Aguiar e tem por orago Santo António. O topónimo “Afonsim”, deriva do latim “(Villa) Affonsini”, ou seja “a quinta de Afonso”, aludindo provavelmente ao seu primitivo senhor.
Tendo em conta os vestígios arqueológicos das povoações vizinhas onde abundam os fortificados castrejos e algumas edificações dolménicas, e mesmo a sua proximidade à sede concelhia, julga-se que o povoamento deste território deverá ser bastante antigo; contudo, na falta documentos que o comprovem, restam apenas as suposições. No aspecto administrativo, Afonsim pertenceu sempre ao termo de Aguiar (de Pena), atual concelho de Vila Pouca de Aguiar.
Gouvães da Serra
Gouvães da Serra situa-se a cerca de 12 Km da sede do concelho de Vila Pouca de Aguiar e tem por orago S. Jorge.
Do património de Gouvães da Serra destacam-se as Mamoas (Chã das Arcas), que estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910 e que atestam a antiguidade do povoamento local, assim como as várias sepulturas medievais que se podem encontrar em Gouvães da Serra que era classificada, no século passado, como a pátria dos dólmenes. Este conjunto é um dos pólos turísticos atractivos locais e uma mais-valia em termos de património arqueológico. Em Gouvães da Serra há uma mina de volfrâmio, denominada Corgo-da-Povoação. Gouvães da Serra foi uma vigararia da apresentação do reitor de Telões. Em 1839, estava na comarca de Vila Real, em 1852 na de Vila Pouca de Aguiar.
Lixa do Alvão
Lixa do Alvão situa-se no planalto da serra do Alvão, distando da sede concelhia cerca de 5km. Esta freguesia era de criação muito recente, havendo sido instituída oficialmente através da Lei 63/2003, publicada em Diário da República nº. 193 de 22 de Agosto de 2003, sendo constituída com território desanexado da freguesia de Soutelo de Aguiar. Com a nova reforma administrativa de 28 de janeiro, Lixa do Alvão tornou-se a sede da nova freguesia agora designada Freguesia de Alvão.
O território que compõe Lixa do Alvão foi povoado em épocas bastante remotas, existindo vários vestígios arqueológicos que atestam a sua antiguidade. Entre os mais importantes vestígios arqueológicos de Lixa do Alvão encontram-se as seis sepulturas abertas na rocha, três delas antropomórficas abertas todas elas no mesmo rochedo e cuja orientação vai no sentido O-E.
Uma vez que esta freguesia esteve integrada durante tanto tempo na freguesia de Soutelo de Aguiar, será necessário explorar um pouco a história desta última para que se possa entender melhor as origens e desenvolvimento de Lixa do Alvão. Soutelo de Aguiar foi umas das paróquias iniciais da “terra” medieval de Aguiar (de Pena), já instituída do século XII para o século XIII. No século XIII, a paróquia era constituída por seis “villas” rústicas: Carrazedo, Paredes, Pena Oussal, Monte Negrelos, Soutelo e Souto de Cide, sendo que as Inquirições de 1220 descrevem o estado dessas “villas”. A paróquia foi uma reitoria da apresentação da mitra de Braga e o seu reitor tinha de rendimento anual quarenta mil réis.
Do acervo patrimonial de Lixa do Alvão destacam-se dois relógios de sol, cinco fontes de mergulho e os típicos espigueiros de granito do Alvão, também conhecidos por “canastros” ou “caniços”.
Lixa do Alvão é dominada em termos sócio-económicos pelas actividades do setor primário, nomeadamente da agricultura e da pecuária, mas também com o registo de alguma pequena indústria e actividades do sector terciário. Terra rica também pelas suas actividades artesanais, destacam-se os bordados, as rendas em crochet, a crosça, a cestaria, as meias de lã e mantas de trapos.
Santa Marta da Montanha
Santa Marta da Montanha situa-se na margem direita da Ribeira de Pena, afluente do Tâmega, a cerca de 11 Km da sede concelhia. O orago é, como o próprio topónimo indica, Santa Marta.
Santa Marta da Montanha é também muitas vezes só conhecida por Santa Marta. Das suas actividades económicas prevalece ainda nos tempos de hoje a agricultura. A destacar do seu património, Santa Marta da Montanha conta com vários espigueiros espalhados no seu território, alguns encontrando-se mesmo em bom estado de conservação.
Santa Marta da Montanha tem 3 minas de estanho denominadas Geia, Jorgais e Fragas do Estanho. A nível económico, caracteriza-se pelas suas tradições rurais, sendo a agricultura a actividade base da economia local. Mais recentemente, um pouco por toda a serra do Alvão, têm vindo a proliferar as enormes hélices do Parque Eólico.